Artista: Carlos Coelho
CLIPPING
ABERTURA: 11 DE JULHO DE 2015 . DE 11 ÀS 17H
EXPOSIÇÃO: DE 13 DE JULHO A 22 DE AGOSTO DE 2015
De segunda a sexta, das 10 às 18H. Aos sábados, das 10 às 13H.
RELEASE

Ao escolher como título para sua exposição a palavra “Totem”, Carlos Coelho mais uma vez nos traz uma proposta de reflexão sobre Arquétipos do Universo Humano.  O Clone, o Golem, o Clown… Suas histórias, suas memórias e sua trajetória pelo “Complexo Imagético” a que chegamos nos dias atuais, onde a imagem fotográfica ficou tão prolixa e infinita em sua quantidade de material que chega a nos angustiar. Tanto a boa Fotografia quanto a péssima, a que nos encanta ou a que nos horroriza, os milhões de registros pessoais, a publicidade, a moda e o fotojornalismo nos invadem cotidianamente fazendo-nos pensar como era antes de tudo isso, quando o desenho e a pintura reinavam soberanos.

Hoje, num Universo Pop Caótico, tentamos extrair um pouco de simbologia na banalização do que foi um dia tão precioso: “A construção de uma imagem”. É neste contexto que o trabalho de Carlos Coelho acontece.   Utilizando milhares de fragmentos de imagens impressas obtidas de várias fontes ele nos apresenta um todo compactado. O que nos faz, a princípio, lembrar de uma cena que já é bastante familiar: Os depósitos de lixo das cidades.

Porém, é aí que começa o olhar diferenciado de um artista, Carlos Coelho coleciona, durante muito tempo, uma infinidade de imagens que lhe são atraentes para depois formar grupos que se comunicam em uma sutileza de encontros só mesmo percebidos diante de uma demorada observação de sua obra. Compreende-se em suas colagens um apurado e apaixonado conhecimento da trajetória fotográfica desde seu surgimento no século dezenove. Sua massificação durante todo o século vinte, através da Mídia impressa e agora indicando um futuro não mais no papel, mas sim em telas de computador ou armazenadas em potentes Hds ou em nuvem de dados.

Para esta mostra, serão dezoito trabalhos divididos em cinco bidimensionais, constituídos de módulos como dípticos, trípticos e polípticos, que de uma forma diferenciada se enveredam pela Abstração Formal trabalhando cores, ritmos e texturas num resultado bastante pictórico. Alguns nos remetem à paisagens, “tiras” de horizontes em camadas e paisagens arquitetônicas cheias de Totens.

Já os Totens, espalhados pela Galeria (doze Tridimensionais), são mais narrativos e com maior carga figurativa de mitificação e exaltação de ícones Pop. Como é o caso de Elke’s Dream; Uma reverência a Elke Maravilha; Venus Lace: onde aparecem Marilyn Monroe, Debbie Harry,Linda Evangelista e Angélica Houston submersas em rendas e resina. Ou Still Alive onde uma paisagem idílica é tomada por um amontoado de bichos empalhados e caveiras,  reverenciando o humor, a tragicomédia e a festividade marcantes em suas obras.

Em seus trabalhos, Carlos usa a Resina Epóxi, material líquido que, ao endurecer, se torna vítreo. Isto o libertou do vidro, que o incomodava e trouxe novas questões pertinentes ao universo da colagem, como encapsulamento, melhor fusão de materiais, menos interferência e melhor durabilidade.

Vale à pena ressaltar o modo como estes objetos são construídos. São feitos de material também reciclado como os recortes das colagens. Usando restos de madeira, capas de cds, molduras antigas e caixas de papelão, ele primeiramente forma toda a estrutura para depois cobrir de massa corrida, tinta preta e finalmente a resina.

Totem, título da exposição, é um objeto escultural que vem sendo usado desde os primórdios da humanidade. Carregado de significados, ele pode ser ritualístico, comemorativo, demarcador de território, devaneio artístico ou, nos dias de hoje, uma peça publicitária. Sua verticalidade nos atrai. Seu poder fálico nos instiga.

O ARTISTA

Carlos Marcos Coelho
Vive e trabalha em Belo Horizonte.
Bacharel em desenho pela Escola Belas Artes, UFMG.

Algumas de suas exposições:

2007
– “golem” individual – Galeria Belizário – Belo Horizonte

2006
– “Comida de Buteco” Intervenção em banheiro – Bar do Doca – Belo Horizonte

2001
– “Imagens Coletivas” – Coletiva Projeto Linha Imaginária – UFRJ – Rio de Janeiro

1999
– Mostra coletiva – Galeria SESC Paulista – São Paulo

1998
– Exposição individual – Sala Ana Horta – Centro Cultural UFMG – Belo Horizonte
– Performance com bolo gigante do grupo “Os Remorsos são Moscas”
– “Clones” Instalação Coletiva – Projeto ” Mundão” SESC São paulo

1997
– “Instalação de bolos” Projeto  “Babel” SESC São Paulo
– “Daqui a um Século” – Coletiva Centro Cultural UFMG

1995
– Coletiva “O Amor faz a gente enlouquecer” Centro Cultural UFMG

1994
– Finalista no concurso ” Smirnoff Fashion Awards” – São Paulo

1992
– “Utopias Contemporâneas” Salão Nacional Funarte – Palácio das Artes – Belo Horizonte